Um Balanço Irrelevante (Parte I)

Passaram-se dois anos desde que escrevi uma página nesta obra-prima de sapiência desumana (dois anos, três meses, e dois dias, para ser um pouco mais exacto). Desde esse fatídico dia até hoje, uma variedade de coisas aconteceram, algumas relevantes e outras irrelevantes, mas que em conjunto ajudaram a fazer do planeta Terra aquilo que é hoje. Existe apenas um pequeno problema: o planeta "'tá uma bosta."

Ora vejamos: as grandes potências ocidentais (e a maioria dos seus vassalos) estão bastante instáveis em termos financeiros, políticos, e sociais. Os gregos continuam a ver-se gregos para pagar as dívidas ao Fundo Monetário Europeu, e os tugas resistem à austeridade da Troika para depois serem lesados pelos seus bancos e ficarem sem o pouco que tinham - circunstâncias que preocupam fortemente a União Europeia (a.k.a. Merkel), porque quer o seu dinheiro de volta, mas só agora descobriu que estes países são bem capazes de não pagar. Isto, em conjunto com a desvalorização do euro face ao dólar, gera um clima de insatisfação popular que exige mudança: as improváveis vitórias políticas de partidos como o Syriza na Grécia e o Podemos, assim como o Ciudadanos, em Espanha; os referendos de independência na Escócia e na Catalunha; e a muito badalada insurreição pró-Rússia na Crimeia e sudeste da Ucrânia. Na América do Norte a situação não é muito melhor: os Estados Unidos continuam submersos numa gigantesca dívida pública, e como se isso não bastasse, têm um grande conflito interno para resolver entre as forças da lei e a população - isto, num país que investe tanto na sua defesa e nas suas forças armadas, é no mínimo "irónico."

Abordarei outros eventos (ir)relevantes na próxima página!

The End

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