Capitulo 42

O capitão remexeu os papéis do Eng. Guardou alguns e espalhou os outros pelo chão. Disparou várias vezes contra o rádio. Vieram dois homens e deu-lhes a ordem: cortem os genitais ao homem e coloquem-nos na boca. Perante o ar de estupefacção deles teve de traduzir a ordem: - Cortem-lhe o caralho e os colhões, abram-lhe a boca e metam-nos lá. Foda-se! Ordens são para cumprir, entendem? Feita a macabra operação, supervisionada pelo capitão, desceram. Dois homens pintavam a tinta vermelha: independência ou morte, MPLA sempre, morte aos colonialistas. A preto e vermelho pintaram algumas bandeiras do MPLA. O capitão e um dos homens do avião discutiam a aldeia próxima. - Alguns contactos tinham de haver, não é capitão? - Bem isso resolve-se. Se houve ataque à mina do MPLA é natural haver uma acção punitiva. De qualquer modo duvido, até com a confusão que aí vem, que alguém venha cá cheirar com método. - De qualquer modo… - O.K. O vosso avião não tem capacidade de fogo. Façam aqui o que tem a fazer que nós vamos lá resolver isso. Felizmente há Napalm. Do avião soviético tinham saído buldozeres e diversas máquinas. Rapidamente escavaram e empacotaram os minerais em contentores. Equipas de homens esquadrinharam o chão e o depósito para verificarem se tinha ficado algum. Não ficara. Carregaram o avião e partiram. De seguida o outro avião levantou voo e bombardeou a aldeia. Era de noite e deviam estar todos a dormir, com sorte, não iam ficar sobreviventes, pensou o Capitão. O piloto disse ao capitão que havia uma mensagem para ele no rádio, Diz lá, Diz que começou a festa em Lisboa, Tem resposta? Não.

The End

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