Jaime

O processo de uma crianca e a sua recuperacao ao mundo por uma mulher que nao deixa de tentar ate trazer-lhe de volta.

Ecos no vento de uma noite de luar e assim se foi no passado de todos nos.A lua misteriosa ve tudo o que se passa no mundo pequeno em que orbita e sempre se espanta na capacidade de arruinar algo que levou tanto tento a estabeler-ce:Vida.

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De todos os miudos que ela olhava apois o seu trabalho Jaime era sem sombra de duvida o mais dificil de falar com,de talvez ate controlar.Nao que ela tenta-se mas o miudo estava a necessitar de alguma palavra de apoio ou simplesmente alguem que lhe fizesse ver que nao estava sozinho no mundo.

Jaime estava  incluido neste grupo deste que a sua mae tinha sido removida do seu cuidado pelos servicos sociais apos uma chamada anonima de alguem que se importou com o facto de que ele nao tinha aparecido a escola nos ultimos dois dias.

42 houras,esse foi o tempo que ele tinha passado trancado num armario de dimensoes tao pequenas que o tinham forcado estar sentado contra a parede do mesmo armario com a cabeca encostada nos joelhos e com os seus pequenos esquelhetos bracos a volta das pernas.

Jaime celebrou 6 anos tres dias antes deste episodio e a ocasiao nao podia ser mais festiva,recebeu a bicicleta que queria mas tentou nao demonstrar o quanto gostou do presente,a sua mae tinha um vicio que fazia ser ma as vezes e se ele demostranse o quanto o presente lhe agradou ela iria tirar-lhe quando estive-se drogada ou bebada.

Ele podia ser pqueno e somente ter 6 anos mas em tudo o que era necessario Jaime era talvez mais adulto que sua mae.

No dia que a chamada foi feita e os devidos servicos contactados,Jaime tinha estado dentro do armario por dis dias sem comer ou beber nada,ele estava consciente mas delirando,a chamada foi feita a tempo e salvou-lhe a vida,mas no que diz respeito a mae,ela foi encontrada no quarto a dormir no seu propio vomito sem se importar com o cuIdado de Jaime.

Em toda a carreira de psicologa,ela nao havia vido tanto disrespeito por tao preciosa vida,era em alturas como estas que ela se aprecebia o quanto a vida e fragil e quanto vez a primeira visita ao hospital para ver a crianca que agora estava sobre o cuidado do governo,ela deixou sair um suspiro enquanto olhava esta pequena figura numa cama de hospital,mal nutrido e sem ninguem no mundo.

Mas essa imagem tinha ocorrido a simplesmente duas semanas atras,e enquanto a mae de Jaime estava a gora na prisao agruandando julgamento e eles nao tinham encontrado o pai do miudo,ele tinha sido colocado aqui,neste grupo de orfaos,nesta cas de misecordia.Pois era esse o nome atribuido a organizacao com a qual ela trabalha-va.

Hoje nao era muito diferente dos outros dias quanto apois o trabalho ela vinha ca e tentave comunicar com esta crinac que desde que tinha acordado nao tinha falado uma palvra a nao ser para perguntar onde estava a sua mae,e assim que soube o que tinha acontecido disse obrigado e deixou de falar.

Duas semanas e todods os contactos feitos para tentar encontrar o seu pai foram furtivos,mas ela nao ia deixar de procurar.

Por ele,por Jaime esta crinca que havia tido tao pouco e o pouco que ele havia tido,removido tao cedo.Inocencia era talvez a unica palavra que as criancas que estavam ao seu cuidado nao tinham.

Mas o que realmente fazia votlar ca apos o trabalho era a oportunidade de tentar dar-lhes uma pequena percepcao que nem tudo na vida acaba como comecou,ela tentava dar-lhes: Esperanca.

Ela abri-o a porta e com este pequeno movimento as crincas abandonaram o que estavam a fazer para olhar na sua direcao.

"Senhora Gouveia,Sra Gouveia.Madre,ela vei-o."

Gritos de alegria se fizeram ouvir na pequena sala,mas Jaime ainda estava sentado junto a mesa a colorir uma pagina de papel.Dele ela nao recebeu nenhuma expressao nem sequer um ola,mas tambem nao era esperado!

"Ola,criancas.Boa tarde,como estam ?"

Um sorriso ,um abraco e assim se passou mais um comeco de noite,a lua estava a comecar o seu turno no ceu,e aqui neste pequeno quarto uma mulher tenta fazer com que esta vida se pareca menos fragil para Jaime.

A lua continua a olhar...

The End

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