As Loucuras de Samira

"Quando buscamos entender a profundidade de
nossas angústias, deparamo-nos com respostas
obscuras. Mas são essas respostas que 
refletem a nossa verdade paralela."
"Samira"

Eram tempos de agonia.  O mundo passava por um momento de  crise. Reinos remarcavam seus terrenos, povos remontavam suas culturas e os acontecimentos eram fragmetos dessa colcha de retalhos chamada: mundo.


Neste mundo nasceu Samira, filha de campesinos mortos pelas invasões de bárbaros  e criada nas dependências de um pequeno castelo que protegia um humilde feudo. Sua habilidade para sobreviver tornou-a respeitada naquele lugar, mas suas alucinações e paranóias a levavam a escrever, ver, falar e ouvir mensagens que a aterrorizavam e assustavam ainda mais,  os religiosos. Escandalizados, a procuraram para matá-la, protegida pelo povo, continuava a agir em nome de uma força que não lhe era revelada inteiramente, mas que nada tinha a ver com Deus.

Quando ela nascera, às margens de um lago distante da pequena cidadela, seu choro foi escutado por toda a região. Não se tratava de um choro, mas de um berro, de um grito aterrador. Os pássaros agoniados fizeram revoada graçando pelos céus, os animais pareciam anestesiados de medo, parados e com os olhos esbugalhados, pareciam sentir algo. O barulho da feira, portanto, ocultaram tal fenômeno que fora sentida por algumas 
pessoas, em especial, pelo padre conselheiro do castelo. Ele sentira uma agonia, um goto lhe trouxera uma queimação, uma inquietação corpórea misturada ao frenesi da alma. O arrepio comum do medo.

Ainda ao cair da tarde, nuvens negras invadiram o lugarejo com a força de seus relâmpagos e trovões, do impiedoso vento forte e gelado, da chuva torrencial. Neste cenário selava-se enfim, o acontecimento pertubardor daquela época que até hoje é tomado por um grande mistério e poucas convicções.

The End

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